
O ESPÍRITO DE KRISHNAMURTI NO SONHO DO CHICO FANTASMA
NOS DELÍRIOS MENTAIS DO Nº 13
Neste sonho, vamos percorrer um longo caminho Chico Fantasma 13. Vou falar do sofrimento e do findar do sofrimento. Quando o sofrimento chega ao fim, há paixão, Chico. São poucos os TP ( terráqueos primitivos) que realmente compreendem a questão do sofrimento ou nela penetram profundamente. Todos os TP têm feito essa pergunta, embora, talvez, não muito conscientemente, mas, no fundo, todos querem saber se a dor e o sofrimento humano podem acabar. Pois enquanto o sofrimento não termina, não pode haver amor, Chico.
O sofrimento é um violento golpe no sistema nervoso, como um soco no corpo na alma, coração e na psique. E tentamos escapar dele com brinquedos que a mente inventa ou através de drogas, bebida, movimentos religiosos - ou, então, acabamos cínicos ou passamos a aceitar as coisas como inevitáveis ou esperando que Jesus, Buda, Deus... ou algum mito fabricado pelo medo...aterrise num disco voador em nosso auxílio.
Será que podemos investigar, a fundo e com seriedade, se é possível ficar com o problema sem fugir dele? Suponhamos que perca meu filho e, sofrendo com isso um grande choque, experimentando uma dor imensa, descubra que sou um ser humano extremamente solitário. Não consigo encarar nem suportar a situação e, por isso, fujo dela. Há inúmeras formas de fuga - religiosas, mundanas ou filosóficas. Mas será que posso permanecer com o que aconteceu, com essa coisa chamada sofrimento, sem procurar, de modo algum, fugir da dor, da angústia, da solidão, da aflição, do abalo? Será que podemos observar um problema, observá-lo apenas, sem procurar resolvê-lo, olhar para ele como se fosse uma jóia preciosa, de fino acabamento? Para uma coisa bonita olhamos sem parar, sem qualquer desejo de fugir dela; sua beleza nos atrai tanto e tanto prazer nos proporciona que ficamos olhando para ela o tempo todo. Se, da mesma forma, pudermos observar nosso sofrimento, sem um movimento sequer de julgamento ou fuga, ficar com a tristeza... nesse caso, a própria ação de ficar com o fato nos liberta completamente daquilo que produziu a dor.
Sabe o que é a beleza Chico Fantasma? - Não a beleza de uma pessoa nem de quadros e estátuas de museus, nem os mais remotos esforços dos TP para transmitir seus sentimentos através da pedra, da pintura ou de um poema, mas indagar a nós mesmos o que é a beleza. Talvez a beleza seja a VERDADE. Talvez seja o AMOR. Sem compreendermos a natureza e a profundidade dessa coisa extraordinária que é a beleza e o amor Chico, jamais chegaremos ao que é SAGRADO. Vamos examinar neste sonho, nestes teus delírios do nº 13 Chico a questão da beleza.
O que acontece quando vemos algo grandioso como a montanha coberta de neve contra o céu azul? Por um segundo a majestade da montanha, com sua imensidão, com seu belo recorte contra o céu azul apaga toda nossa preocupação com nós mesmos. Nesse segundo, não há "ninguém" a olhar. Por um segundo, a grandiosidade da montanha afasta todo sentimento egocêntrico do nosso viver. Certamente que já deve ter notado isso. Já observou uma criança com um brinquedo? Durante o dia inteiro ela fez travessuras (o que é normal), e então damos um brinquedo a ela. Agora, por um bom tempo, até que escangalhe o brinquedo, ela permanece tranqüila; o brinquedo dissipou sua agitação, absorveu-a. Assim também quando vemos algo extremamente belo - a beleza nos absorve? Significa isso que só há beleza quando cessa a luta do EU, quando não existe mais EGOCENTRISMO. Compreende isso Chico 13? Se não ficamos absorvidos nem impressionados por algo muito belo, como uma montanha ou um vale cheio de sombras; se não somos arrebatados pela montanha, podemos compreender a beleza sem o ego? Quando o eu está presente, não há beleza; quando existe egocentrismo, não há amor; e o amor e a beleza estão sempre juntos - não são duas coisas separadas. Entenda esta coisa tão simples Chico. Roce que se tortura com tua dor,as loucura das vozes do nº 13, com o autismo do teu filho, a solidão da tua mãe doente,da falta de dinheiro, que chora com a geladeira cheia, ou por um filme ou mesmo pela derrota do teu time, e este medo insuportável de saber que um dia vai ter que morrer.
Vou te falar também da morte. Isso é uma coisa que todos precisamos encarar. Sejamos ricos ou pobres, ignorantes ou eruditos, jovens ou velhos, a morte é inevitável para todos nós; todos vamos morrer. E nunca fomos capazes de compreender a natureza da morte; estamos sempre com medo de morrer, não estamos Chico Fantasma. Roce sendo Fantasma devia entender bem disto. Para compreender a morte temos de indagar o que é o viver, o que é a nossa vida, pois estamos desperdiçando a nossa vida, estamos desperdiçando nossas energias de muitas maneiras, nas muitas profissões especializadas. Isto vale para todos os TP. Pode ser que sejam ricos, muito competentes, que sejam especialistas, um grande cientista ou um homem de negócios; pode ser que tenham poder, posição, mas, no fim da vida, será que tudo isso não foi um desperdício? Toda essa lida, sofrimento, essa enorme ansiedade e insegurança, as tolas ilusões que os TP acumularam (deuses, santos, etc.), não será tudo isso um desperdício? Por favor, essa é uma pergunta séria Chico, que cada um tem de fazer a si próprio. Ninguém pode responder por nós. Costumamos separar o viver do morrer. A morte fica lá no fim da vida; nós a colocamos o mais longe possível - depois de muito tempo. Mas, ainda que seja uma longa jornada, temos de morrer. E o que é isso a que chamamos viver - ganhar dinheiro, ir na SEED das oito às cinco como voe faz de segunda a sexta? E com isso sofremos interminável conflito, temor, ansiedade, solidão, desesperança, depressão. Mas será que toda essa existência a que chamamos vida, viver (essa imensa vicissitude dos TP com seu conflito sem fim, decepção, degradação) - será isso viver Chico 13? Mas é a isso que chamamos viver; é isso que conhecemos, é como isso que estamos familiarizados, essa é a nossa existência diária. E a morte significa o fim de tudo, o findar de tudo que pensamos, acumulamos e gozamos. E vivemos apegados a tais coisas. Estamos apegados à família, ao dinheiro, aos conhecimentos, às crenças com as quais temos convivido, aos ideais. Estamos apegados a tudo isso. E o homem da foice vem e diz: "Esse é o fim de tudo, meu velho".
Tememos morrer, ISTO É, deixar tudo que conhecemos, tudo que experimentamos, reunimos - nossa encantadora mobília e a bela coleção de quadros de pintura, nossa bandeira, nossas memórias,etc.... A morte chega e diz: "Nada mais lhe pertence." É por isso que nos apegamos ao conhecido e tememos o desconhecido. Os TP inventaram a reencarnação, que devemos renascer numa próxima vida. Mas nunca indagamos o que nasce na vida seguinte. O que renasce é um feixe de memórias Chico, são cinzas sem vida.
A pergunta, portanto, é uma só Chico: por que o cérebro separou o viver (que é conflito e tudo o mais) do morrer interiormente, psicologicamente, almamente? Por que essa divisão? Existe essa divisão quando há apego? Podemos viver no mundo moderno com a morte do passado que cria o medo do amanhã? Não estamos falando de suicídio, mas em acabar com o apego (e isso é a morte) enquanto vivemos Chico. Estou apegado à casa em que vivo - comprei a casa por um bom dinheiro e apego-me ao mobiliário, aos quadros, à família, a todas essas memórias. Então chega a morte e acaba com tudo. Mas será que podemos conviver diariamente com a morte, dando um fim a tudo no fim de cada dia, eliminando todo nosso apego? Isso é o que significa morrer. Como costumamos separar o viver do morrer, estamos sempre com medo. Quando levamos juntos, contudo, a vida e a morte, o viver e o morrer, então descobrimos que há um estado cerebral em que cessa todo conhecimento como memória.
Precisamos do conhecimento para escrever uma carta Chico, vir e ir, falar , fazer as compras pra manter o corpo, ir para casa repousar etc. Mas será que podemos usar o conhecimento sem sobrecarregar a mente? Poderá o cérebro usar o conhecimento quando necessário, mas estar livre de todo conhecimento? Nosso cérebro está sempre registrando como máquina, computador; agora mesmo teu cérebro Chico ta registrando o que você esta ouvindo neste sonho. O registro torna-se memória e a memória, nesse registro, é necessária em certo domínio, no domínio da atividade física. Tá difícil Chico Fantasma 13 de entender verbalmente este delírio? Vou ser mais direto: Pode o cérebro usar o conhecimento quando necessário mas estar livre do velho conhecimento? Pode o cérebro estar livre para funcionar perfeitamente noutra dimensão? Todos os dias, portanto, quando for dormir, eliminar tudo que acumulou; morram no fim do dia,que nem o sonho vai existir? Por que o sonho só existe devido as experiências do dia a dia que não demos atenção ou não compreendemos.
E então Chico numa declaração em sonho como esta eu te digo um fato: viver é morrer; viver e morrer não são duas coisas diferentes. Se não ouvir essa declaração com os ouvidos apenas, se estiver escutando com muita atenção, percebera a verdade do fato, percebera a realidade. E, imediatamente, verá como isso é claro. Assim, será que, no fim do dia, poderá morrer para tudo que não for necessário? Morrer para a lembrança de nossas mágoas, nossas crenças, temores, ansiedades, infortúnios - será que pode pôr fim a tudo isso diariamente? E aí descobrir que estamos vivendo com a morte o tempo todo, pois a morte é o fim.
Precisa, de fato, investigar essa questão Chico do findar. Nunca termina definitivamente, coisa alguma né Chico 13; só quando consegue alguma vantagem com isso, alguma recompensa. Mas, será que pode viver assim no mundo de hoje - liquidando tudo voluntariamente, sem pensar no futuro, sem esperar por algo "melhor", ter, portanto, uma maneira nova de viver, vivendo e morrendo a cada momento? Estou tratando juntos de coisas que os TP se vem ocupando há um milhão de anos - o viver e o morrer. Tem, portanto, de examinar o problema e não reagir a ele, dizendo: "É, mas eu creio na reencarnação" - pois, nesse caso, termina o diálogo entre nós, e ao acordar amanhã, o sofrimento ainda esta lá, dormindo e grudado no seu coração.
Os TP estão todos apegados a um mundo de coisas - ao nosso guru, ao conhecimento acumulado, ao dinheiro, às crenças com que tem vivido, aos ideais, à memória de nosso filho ou filha e por aí afora. Nós somos a memória. Nosso cérebro é todo memória - não somente a memória dos conhecimentos recentes mas também a dos remotos, a memória profunda que conserva o que foi o animal, o macaco. Fazemos parte dessa memória e estamos apegados a toda essa consciência. Certo? Isso é um fato Chico. Aí chega a morte e diz: "Acabou o seu apego." E você teme tal coisa, teme ficar completamente libertos disso tudo. A morte, no entanto, retira de você tudo que adquiriu. Pode inventar e dizer: "Sim, mas eu continuo na próxima vida." Mas o que é que continua Chico Fantasma 13? Compreende a pergunta? Que significa o desejo de continuar? Haverá alguma espécie de continuidade a não ser a da sua conta bancária, ir diariamente ao escritório, a rotina do culto e a continuidade das crenças - tudo que o pensamento criou? O medo de não saber o que será do teu filho amado? Do teu livro Big Brother do Cigarro, da Bebida e dos Jogos?
O teu pensamento é limitado Chico e, assim, cria conflito - já falei isso. E o EU, o EGO, a persona é um complicado feixe de memórias, antigas e recentes. Os TP Chico vivem de memórias. Vivem do conhecimento, adquirido ou herdado; são o produto do conhecimento. O eu é o conhecimento resultante das experiências passadas, dos pensamentos etc. Isso é que é o EU. O eu pode inventar que há algo divino ; mas isso ainda é atividade do pensamento. E o pensamento é sempre limitado. Pode ver isso por si mesmo; não precisa ler livros nem estudar as filosofias; podem perceber claramente por si próprio que os TP são um feixe de memórias. E a morte põe fim a toda memória. Eis porque ficam atemorizados. A questão continua sendo esta Chico Fantasma 13, portanto: pode conviver com a morte no mundo os Terráqueos Primitivos?
Agora deve também examinar Chico o que é o AMOR. Será que o amor é sensação? Será desejo? Será prazer? Será coisa criada pelo pensamento? Será que os TP amam a esposa ou o marido ou os filhos? Será que o amor é ciúme? Não diga que não. Será que o amor é medo, ansiedade, sofrimento e tudo mais? O que é o amor Chico? E sem esse quê, esse perfume, essa chama (ainda que sejam ricos, tenham poder, posição, importância os TP) sem amor, serão apenas uma concha vazia. Precisam, por conseguinte, aprofundar essa questão do amor. Se amassem seus filhos, haveria guerras? Se amassem seus filhos, permitiriam que eles matassem outros? Pode haver amor quando existe ambição Chico? Por favor, enfrente tudo isso. Mas não conseguimos porque estamos presos a uma rotina, à sensação repetida de sexo , de fé, religião, nacionalismo, defesa, etc.
O amor nada tem que ver com prazer, com sensação. O amor não provém do pensamento. É algo que está completamente fora do cérebro, pois o cérebro, por sua própria natureza, é instrumento da sensação, das reações nervosas etc. Quando há sensação, não existe amor. O amor não é coisa da memória. Complicado né Chico. Mas não é culpa tua, isto vem do condicionamento da estrutura do condicionamento ainda do mundo animal e primitiva.
Mas tenho que discutir sobre a vida religiosa e a religião com você. Essa é uma questão muito complexa. Os TP vêm buscando alguma coisa que esteja além do mundo físico, além da existência diária do sofrimento, dor ou prazer. Têm buscado algo transcendente, primeiro nas nuvens, sendo o trovão a voz de deus. Depois, cultuaram árvores, pedras - e os pobres que vivem longe desta feia e detestável cidade ainda veneram pedras, árvores, pequenas imagens. Os
TP desejam saber se existe alguma coisa sagrada e, então, chega o sacerdote, o pastor, o explorador mental e diz: "Vou-lhe mostrar" - é exatamente o que faz o guru, aquele que pensa que sabe. Os sacerdotes do Ocidente possuem seus rituais, frases de repetição, roupas ornamentadas e o culto a imagens. E os dali também têm suas próprias imagens. Há os que não acreditam em nada disso; são ateus e se dizem humanitaristas. Mas os que ouvem a este que fala querem descobrir se há algo fora do tempo, além do pensamento. Vamos Chico, portanto, investigar, exercitar o cérebro, a razão, a lógica para averiguar o que é religião, o que é vida religiosa e se é possível viver uma vida religiosa neste mundo ainda primitivo.
Investigue, para descobrir o que, de fato e verdadeiramente, é a vida religiosa. E só pode descobrir isso quando compreender o que são as religiões e as descartamos totalmente - não quando pertencemos a uma religião, a uma organização, um guru ou determinada autoridade que se diz espiritual. Não há autoridades espirituais; esse é um dos crimes que os TP cometem: inventar um mediador entre nós e a verdade.
Quando indagar o que é religião, nessa própria indagação já estais vivendo religiosamente; não no fim dela. No processo mesmo de olhar, observar, discutir, duvidar, objetar, não ter crença nem fé, nessa própria investigação já estamos levando uma vida religiosa. Faça isso já Chico Fantasma 13? Não viemos ao mundo para sofrer e nem ser pregado na cruz.
Tratando-se de assunto religioso, parece que os TP perdem a razão, a lógica, o bom senso. Precisam, portanto, ser lógicos, racionais, descrentes, indagadores em relação a tudo que os TP criou - deuses, salvadores, gurus e toda sua autoridade; precisam eliminar, completamente, tudo isso. Nada disso é religião; é apenas a autoridade que alguns poucos exploradores assumem. E é vocês que lhes conferem autoridade.
Já notou Chico que, sempre que há desordem social e política nas relações humanas, aparece um déspota, um ditador? Temos recentes exemplos disso. Sempre que há desordem em nossa vida, criamos uma autoridade; somos responsáveis pela autoridade e existem pessoas prontas a aceitar essa autoridade. Sempre que há medo, inevitavelmente os
TP procura um meio de se proteger, de se manter em segurança, uma vez que ele se sente atemorizado. E é por causa desse medo que inventamos deuses. Por causa desse medo é que inventamos os rituais e todo esse circo a que damos o nome de religião. Todos os templos neste planeta, todas as igrejas e mesquitas, tudo isso foi o pensamento que criou. Podem afirmar que há uma revelação sem jamais duvidarem de tal coisa. Mas ponham em dúvida essa revelação. Acontece que aceitam; se usarem, contudo, a lógica, a razão, o bom senso, perceberão como acumulam superstições - e nada disso, obviamente, é religião. Será que podem descartar tudo isso para descobrir a essência da religião, qual é a mente, o cérebro, capaz de viver religiosamente? Será que podem, como TP cheios de temor, viver sem inventar nada, sem criar ilusões, e enfrentar o medo? O medo psicológico pode desaparecer completamente quando ficamos com ele, sem fugir dele, dando a ele total atenção. É como lançar um jato de luz sobre o medo, um forte jorro de luz; o medo se extingue por completo. E, quando não há medo, já não há mais deuses, rituais, pois tudo isso se torna desnecessário, estúpido. As coisas que o pensamento inventa nada têm que ver com religião Chico, pois o pensamento não passa de um processo material resultante da experiência, do conhecimento e da memória. É o pensamento que inventa todo o palavrório e estrutura das religiões organizadas, que já perderam totalmente a significação. Será que, voluntariamente, pode rejeitar tudo isso Chico, sem esperar por uma recompensa? Será que quer fazer isso? Se todos os TP fizessem, então ninguém mais perguntará o que é religião.
E haverá alguma coisa Chico que ultrapasse o tempo e o pensamento? Pode fazer essa pergunta mas, se o pensamento inventar que existe algo transcendente, isso ainda constitui um processo material. O pensamento é um processo material que acumula o conhecimento nas células cerebrais. Não precisa ser cientista, mas pode ver isso em si mesmo Chico, pode observar em seu próprio cérebro a atividade do pensamento. Desse modo, se puder desfazer-se de tudo isso voluntariamente, sem oposição nem resistência, nesse caso, inevitavelmente, indagara: existirá algo que esteja além do tempo e do espaço? Haverá algo jamais visto antes por qualquer outro TP? Haverá algo imensamente sagrado? Haverá algo jamais tocado pelo cérebro? E é isso que tente descobrir Chico, se é que já deu o primeiro passo, o de varrer completamente toda essa baboseira chamada religião neste planeta ainda primitivo. Quando usam o cérebro e a lógica, pode duvidar, indagar, MEDITAR NÃO COMO TERRÁQUEO PRIMITIVO CHICO.
Sabe o que significa a meditação que faz parte da verdadeira religião Chico Fantasma 13? SÓ NÃO ACORDE ACORDA, CONTINUE SONHANDO E APRENDENDO DESTE QUE TE FALA EM SONHOS QUE VOCE DIZ ESTAR RELACIONADO COM O Nº 13. O que é meditação? Será fugir do tumulto, ter uma mente silenciosa, uma mente tranqüila e pacífica? E, para ficar atenta, para manter os pensamentos sob controle, os TP praticam um sistema, um método, um processo. Sentam-se de pernas cruzadas e repetem um mantra, oração qualquer.
Essa palavra Chico, etimologicamente, significa "ponderar", "não vir a ser", "absorver", "eliminar toda atividade egocêntrica". Mas os TP repetem, repetem, repetem e continuam vivendo egocentricamente,pois oração, mantra perdeu o significado.
O que é, pois, meditação Chico e TP? Será um esforço consciente? Costumam meditar conscientemente, praticar a fim de conseguir alguma coisa - uma mente ou um cérebro tranqüilo, um estímulo para o cérebro. Mas qual é a diferença entre esse meditador e o TP que diz "Quero dinheiro e vou trabalhar para obtê-lo?" Qual é a diferença entre os dois? Ambos estão buscando alguma coisa. Só que a busca de um classificamos de espiritual e a do outro, de mundana. Não obstante, ambos estão buscando algo. Assim, Chico, isso não é meditação; meditação nada tem que ver com qualquer desejo consciente e deliberado como produto da vontade.
Precisam os TP indagar, portanto, se há alguma espécie de meditação que não seja produzida pelo pensamento. Haverá alguma espécie de meditação da qual não estejam consciente? Compreendem isso TP? Nenhum processo deliberado de meditação é meditação. Isso é tão claro! Podem sentar-se de pernas cruzadas pelo resto da vida, meditar, respirar e praticar tudo mais sem que cheguem sequer perto da outra coisa, pois isso não passa de uma ação intencional para conseguir um resultado - causa e efeito. Mas o efeito torna-se a causa e, assim, acabam presos num círculo. Haverá uma espécie de meditação que não resulte do desejo, da vontade, do esforço? Chico eu 13 afirmo que há. Há uma espécie de meditação não planejada nem organizada? Para examinar isso, precisam compreender o cérebro condicionado, o cérebro limitado, o cérebro que tenta alcançar Deus o ilimitado, o imensurável, o atemporal, o desconhecido. E, para isso, é necessário compreender o som. Som e silêncio são inseparáveis Chico.
Costumam os TP separar o som do silêncio. O som é o mundo; o som é a batida do coração; o universo está repleto de sons; os céus, as milhares de estrelas, todo o firmamento está cheio de som. E consideramos o som uma coisa intolerável. Mas, quando escutamos o som, o próprio ato de escutar é silêncio. O silêncio não se separa do som. A meditação, portanto, não é algo planejado, organizado. A meditação apenas é. Começa com o primeiro passo que é o estar livre de todos os ressentimentos, livre de tudo que já acumularam - temores, ansiedades, solidão, desespero, sofrimento. Essa é a base, o primeiro passo e o primeiro passo é o último passo. Se derem o primeiro passo, termina tudo. Mas não estão com vontade de dar esse primeiro passo porque não querem ser livres. Querem depender - do poder, de pessoas, do meio-ambiente, da experiência, do conhecimento. Os TP vivem da dependência, do medo.
Só no findar do sofrimento está o amor. E nesse amor há compaixão. A compaixão tem sua própria inteligência. E quando age a inteligência, atua a própria verdade. Quando essa inteligência está presente, não há conflito. De tudo já ouviu falar neste teu sonho Chico Fantasma 13 - da cessação do medo, do findar do sofrimento, da beleza e do amor. Mas uma coisa é ouvir, e outra, agir. Ouvir tudo isso (que é verdadeiro, lógico, sensato, racional) mas não agir de acordo com isso. Acordar amanhã e começa tudo de novo - as preocupações, os conflitos, toda a miséria. Assim, pergunto Chico: qual é a finalidade de tudo isso? Que adianta ouvir este 13 e não viver o que ele diz? Quando ouvimos e não agimos, desperdiçamos nossa vida; se ouvir algo verdadeiro e não agir, estará desperdiçando a vida. E a vida é algo muitíssimo precioso - é a única coisa que os TP tem. E acontece que os TP perdem também contato com a natureza, o que significa que perdem contato consigo mesmos, parte que somos da natureza. Os TP não amam as árvores nem os pássaros nem as águas nem as montanhas. Estão a destruir uns aos outros. E tudo isso é desperdício de vida.
Quando os TP perceberem toda essa coisa não apenas intelectualmente nem verbalmente, então viverão uma autentica VIDA RELIGIOSA. Já não precisa mais botar uma tanga, tornar-se pedinte ou entrar para um mosteiro, ascender uma vela, se ajoelhar, entrar numa igreja, virar de ponta cabeça,etc... nada disso é vida religiosa.A vida religiosa começa quando cessa o conflito, quando existe amor. Podem então amar uma pessoa (esposa ou marido), mas aquele amor é para todos os seres humanos, não se destina a uma só pessoa, não é restritivo. Portanto, se os TP empenharem coração, mente e cérebro haverá algo que transcende o tempo. E aí estará a bênção - não nos templos, nas igrejas nem mesquitas. Essa bênção estará onde estivermos. OS TERRÁQUEOS PRIMITIVOS JÁ NÃO SERÃO MAIS PRIMITIVOS, O PARAÍSO ABRIU AS PORTAS AQUI E AGORA, O CÉU ENTROU NO CORAÇÃO SEM NUVENS ESCURAS E PROMESSAS. OS TERRÁQUEOS PRIMITIVOS PODERÃO VER AS ASAS DOS PASSÁROS QUE SÃO OS VERDADEIROS ANJOS, SEM OFERECER OU PEDIR OFERENDAS. ACORDE CHICO FANTASMA 13, SÃO 13:13H E O ALMOÇO ESTA PRONTO, DEPOIS VÁ NO COMPUTADOR E RELATE MAIS ESTE DELÍRIO MENTAL DAS VOZES DO Nº 13.
ESPERO TER DESPERTADO ALGUMA COISA NO TEU CORAÇÃO CHICO 13 E SAIA
DA DEPRESSÃO HOMEM DE DEUS!
DOMINGO 23.06.OO8 13:13H
Postado por chicofantasmacoxabranca@gmail.com às 11:38
13 comentários:
GIGANTESCA E ESTUPENDA NAÇÃO COXA BRANCA ( A TORCIDA QUE NUNCA ABANDONA )
RECOMENDO LER A ÚLTIMA CRÔNICA DO DALTON: BOLA PERDIDA!
INFELISMENTE NOSSO MAIOR ESCRITOR DA ATUALIDADE VAI PARAR DE ESCREVER SUAS INTELEGENTÍSSIMAS E DIVERTIDÍSSIMAS CRÔNICAS QUE ESCREVIA TODAS AS SEXTAS NO
BLOG DO POLACO: polacodabarreirinha.blogspot.com
LEIA CÓPIA DA SUA ÚLTIMA CRÔNICA bola perdida NO BLOG: chicofantasma.blogspot.com
MEU PEDIDO PARA A MAIOR, MAIS BONITA E VIBRANTE TORCIDA DO SUL DO PAÍS A IMPÉRIO ALVIVERDE E A NAÇÃO COXA QUE VÁ NO BLOG DO POLACO E DEIXE NA PÁGINA DE COMENTÁRIOS O APOIO PARA QUE ELE CONTINUE ESCREVENDO.
VA LÁ E ESCREVA SIMPLESMENTE: FICA DALTON!CONTINUE ESCREVENDO DALTON!
PARTICIPE, AFINAL O QUE ELE ESCREVIA NAS SUAS CRÔNICAS DO FUTEBOL DO PARANÁ, NENHUM
COLUNISTA DO BRASIL TEM ESTA INCRÍVEL CAPACIDADE E PROFUNDA INTELIGÊNCIA E HUMOR!
CONFIRA E VEJA SE FALO FATO OU MENTIRA?


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